A maioria dos impressionistas famosos >> Mary Stevenson Cassatt

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MaryStevenson Cassatt

 

Mary Stevenson Cassatt (Allegheny, 22 de Maio de 1843 — Le Mesnil-Théribus (perto de Paris), 14 de Junho de 1926) foi uma pintora dos Estados Unidos. É considerada uma grande pintora impressionista. Está enterrada no jazigo da família, em Le Mesnil-Théribus. Nascida na Pensilvânia, Mary passou boa parte da vida adulta na França, tendo sido grande amiga de Edgar Degas e exposto seus trabalhos junto dos impressionistas.
Seus trabalhos costumam ser sobre a vida privada e social de mulheres, com ênfase nos momentos íntimos de mães e seus filhos. Foi descrita por Gustave Geffroy, em 1894, como uma das "les trois grandes dames" (três grandes damas) do impressionismo, junto de Marie Bracquemond e Berthe Morisot.
Mary Cassatt nasceu em Allegheny, na Pennsylvania, no que hoje é parte de Pittsburgh. Nascida em uma família de classe média alta, seu pai era Robert Simpson Cassat (depois Cassatt), corretor de imóveis e negociador de terras. Ele descendia do huguenote francês Jaques Cossart, que este em Nova Amsterdã, em 1662.
Sua mãe, Katherine Kelso Johnston (depois Katherine Cassatt), veio de uma rica família banqueira, exerceu forte influência na filha. Uma grande amiga de Mary escreveu em suas memórias:
O nome ancestral da família era Cossart. Um primo distante de Mary foi Robert Henri. Mary era uma entre sete filhos, sendo que dois morreram ainda na infância. Um de seus irmãos, Alexander Johnston Cassatt, foi um dos presidentes da Companhia de Estradas de Ferro da Pensilvânia. Depois que a família Cassatt se mudou para Lancaster e em seguida para a Filadélfia, Mary entrou na escola aos seis anos.
Mary cresceu em um ambiente que valorizava as viagens como parte integral da educação formal. Assim, ela passou cinco anos na Europa, visitando as grandes capitais, incluindo Londres, Paris e Berlim. Aprendeu a falar alemão, francês e teve suas primeiras lições em desenho e música. Seus primeiros contatos com os artistas franceses, como Ingres, Delacroix, Corot e Courbet aconteceu na Feira Internacional de Paris de 1855, onde ela encontrou também Degas e Pissarro, que se tornariam seus amigos e tutores.
Sua família foi contra sua decisão de tornar-se uma pintora profissional, mas Mary se matriculou na Pennsylvania Academy of the Fine Arts, na Filadélfia, aos 15 anos, para estudar arte. Uma das preocupações de seus pais é que Mary fosse exposta a ideias feministas e ao comportamento boêmio de seus colegas homens. Apesar de 20% dos estudantes de arte da época serem mulheres, a elas carecia habilidades sociais importantes para a área, mas Mary estava determinada a prosseguir na carreira. Mary estudou de 1861 a 1865, a época da Guerra de Secessão. Entre seus colegas estava Thomas Eakins, que tornaria-se um controverso diretor da Academia de Artes.
Impaciente com a lentidão de suas aulas e com o paternalismo de seus colegas e professores homens, Mary decidiu estudar os Antigos Mestres por conta própria. Reclamava constantemente que não tinha aulas na academia e que as estudantes mulheres não podiam usar modelos vivos para suas pinturas e que os testes eram sempre feitos com moldes.
Mary parou os estudos, já que na época não havia graduação. Com a objeção de seu pai, Mary mudou-se para Paris em 1866, com sua mãe e amigos da família atuando como patronos. Como mulheres ainda não podiam estudar na École des Beaux-Arts, Mary contratou aulas particulares com os professores da École, sendo posteriormente aceita para as aulas de Jean-Léon Gérôme, um professor de renome, conhecido por sua técnica hiper realista e a caracterização de temas exóticos. Para refinar sua técnica, Mary treinava diariamente copiando obras de arte no Louvre, com uma permissão especial que era requerida para controlar a entrada de "copistas", que em geral eram mulheres mal pagas, que diariamente faziam cópias de obras de arte para vender. O museu também era um ponto de encontro para estudantes francesas e americanas, como Mary, que não eram autorizadas a socializar nos cafés. Muitos casamentos saíram desses encontros, como o de Elizabeth Jane Gardner e William-Adolphe Bouguereau.
No final de 1866, ela entrou para a classe de Charles Joshua Chaplin, conhecido professor e pintor. Em 1868, Mary também estudou com Thomas Couture, cujos temas eram mais urbanos e românticos. Em suas expedições para o interior, os estudantes rascunhavam sobre a vida dos camponeses, em especial suas atividades diárias. Uma de suas pinturas, em 1868, The Mandolin Player, foi aceito por um juri selecionado no Salão de Paris. Com Elizabeth Jane Gardner, cujo trabalho foi aceito pelo juri no ano anterior, Mary foi uma das primeiras mulheres estadunidenses a exibir seu trabalho no Salão. The Mandolin Player é uma das duas pinturas da primeira década de sua carreira estar documentada, em estilo romântico.
O cenário da arte na França estava em processo de mudança, com artistas radicais, como Courbet and Manet tentando quebrar as tradições da academia e o Impressionismo estava ainda em formação. A amiga de Mary Cassatt, Eliza Haldeman, lhe escreveu dizendo que os artistas estavam deixando as escolas de arte e buscando novas técnicas, novas formas de trabalhar e que tudo estava virando um "caos". Mary, no entanto, continuou no estilo tradicional, submetendo seus trabalhos para o Salão de Paris, por mais de dez anos, o que apenas aumentou sua frustração.

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